Retrospectiva de 2017

Foi um ano em que, olhando pra trás, parece que durou 3 anos. Não to exagerando, aconteceram tantas coisas no meu ano que nem acredito. Aconteceram muitas coisas boas e ruins e acredito que uma retrospectiva seja ideal nessa época do ano. Vamos?

Primeiríssimo acontecimento do ano, passei a virada chapada de prosseco, passei mal pra caramba. E dois dias depois, eu e meu então namorado, assinávamos os papéis da compra do nosso apartamento (processo que começou em outubro de 2016). O ape era finalmente nosso. Com isso, começamos a reforma. Ao mesmo tempo tava trabalhando como louca, mas fazendo tudo o que sempre sonhei: tatuar, desenhar e dar aulas. Como não amar meu emprego? Era o melhor.

Em março, o Theozinho infelizmente faleceu e eu fiquei sem ar e sem chão por vários dias. Perder sua calopsita/pet é algo que não se deseja a ninguém. Mas aos poucos me recuperei, tendo ajuda de muitos amigos. E tivemos problemas com a obra do ape, quase perdendo todos os móveis que tínhamos comprado. E em abril eu casei uma das bests (Loma, essa é pra você) e revi as pessoas mais amadas de uma infância inteira crescendo em cidades diferentes mas sempre se vendo. Nasceu a minha sobrinha Lívia, a coisinha mais aguardada com glitter cor de rosa (eu sempre quis uma menina pra encher de laços). E finalmente nos mudamos para o apartamento. Pois é, do fundo da tristeza para a mais alta alegria. Vai entender.

Em maio a vida parecia bem estabilizada e tranquila, tínhamos a nossa casa prontinha, morando, trabalhando e sendo felizes. Decidimos nos casar. Faríamos uma cerimônia simples e no final do iríamos fazer uma viagem. Mas, pera. A vida vem e entrega aquela oportunidade que você acha que nunca vai acontecer com você. Uma oportunidade de ir morar em outro país, indo com emprego garantido e ajuda da empresa. Agarramos, sem pensar demais, porque se pensasse, não faríamos essa loucura toda.

Tivemos que adiantar os planos. Me casei em junho, no cartório mesmo e fizemos uma pequena comemoração em uma churrascaria (glamour, onde?). Em julho tive que pedir demissão do emprego mais perfeito de todos e começar a arrumação toda. Em abril eu abria caixas de mudança e em julho eu fechava tudo em caixas novamente. Coitada, minha geladeira mal criou gelo.

Em agosto, no dia do meu aniversário, nossos vistos de moradia ficaram prontos e então foi a preparação final. Malas, documentos, quem vai ficar responsável pelo apartamento, roupas, despedidas e etc. Embarcamos dia 11 de agosto rumo à um país completamente diferente. Foi o mês mais turbulento da minha vida. Entre aniversário, despedidas, enfiar sua vida inteira em duas malas, ter coragem de deixar as coisas pra trás, agarrar a mão do marido nessa loucura toda, viver em hotel, apoiar ele quando ele começou no novo emprego e a nossa busca por um canto para viver. Agosto, dentro da minha cabeça, teve um ano inteiro de duração. Mas finalmente tudo deu certo.

Vivi por quase 2 meses sem móvel algum dentro do apartamento. Depois de muitos dias vivendo com um colchão de ar e comendo sentados no chão, achei uma mesa em um brechó, comprei e carreguei o troço sozinha por vários quarteirões. E as cadeiras. E finalmente veio a cama. E um mês depois, pudemos comprar sofá. Construindo a vida de pouquinho.

Os holandeses geralmente assumem que você fala em holandês, então começam ja falando na língua deles. Você, educadamente, pede desculpa e pergunta se pode ser em inglês. E então eles repetem tudo em inglês. Ninguém se incomoda em falar em inglês (vejo crianças tentando falar em inglês e elas são melhores do que eu). Tive que aprender nomes de comidas, principalmente por causa do mercado. Tive que reaprender a cozinhar, pois eu só tenho um cooktop e um microondas.

E agora, chegando no final de ano, passando frio, tive a dádiva de ver neve e sentir aquela emoção do primeiríssimo natal longe da família e longe dos meus sobrinhos. Mas é assim que vivemos, não? Um passo de cada vez, uma emoção de cada vez e vivendo experiências que nem sonhávamos.

2017 foi um ano enorme, incrível, cheio de emoções, conhecendo MUITAS pessoas talentosas e esforçadas em aprender mais. Espero ter tocado o coração de pelo menos uma pessoa nesse ano inteiro. A alegria está misturada com a saudade nesse meu fim de ano, mas estou certa das escolhas que fizemos nesse ano. Se 2018 for metade do que esse ano foi, eu ja to feliz. E olha que eu nem tenho planos para 2018, estou deixando a vida levar muitas das escolhas.

Como foi seu ano? E quais são suas metas de 2018?

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